O Porque Deste Blog

Blog dedicado a todos que queiram saber mais sobre Dependência Química, suas causas e consequências.

Entender que o drogado não é um vagabundo, sem vergonha e sim um doente que precisa de ajuda de todos e que o familiar também adoece tanto ou mais que o dependente.

Espero que quem aqui passar leve consigo um a esperança de dias melhores e que possam compreender e buscar saber cada vez mais sobre esta doença.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Quem fuma maconha pode sofrer de 12 a 24 horas os sintomas da intoxicação

Li esta matéria no blog Pela Vida Contra as Drogas e serve de alerta para todos nós
Sinais de intoxicação da maconha podem se prolongar de 12 a 24 horas, conclui o estudo “Abuso e dependência da maconha”, assinado por 16 especialistas:
“Alguns pacientes podem exibir os sintomas e sinais de intoxicação por até 12 a 24h, devido à liberação lenta dos canabinóides(uma das 400 substâncias da maconha) a partir do tecido adiposo. Os canabinóides acumulam-se principalmente nos órgãos onde os níveis de gordura são mais elevados (cérebro, testículos e tecido adiposo).”
No estudo, 16 especialistas – entre eles os psiquiatras Ronaldo LaranjeiraMarcelo Ribeiro e Claudio Jerônimo da Silva- alertam:
"O Consumo de maconha pode desencadear quadros temporários de natureza ansiosa, tais como reações de pânico, ou sintomas de natureza psicótica. A maconha é capaz de piorar quadros de esquizofrenia,além de constituir um importante fator desencadeador da doença em indivíduos predispostos.”

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Entenda o Projeto Mães da Luz

Amigos, entendam este projeto e divulguem em suas redes socias, enviem por email para seus conhecidos
É um belo projeto que precisa ser muito divulgado pois milhares de pessoas precisam de ajuda!
Acolhendo, informando e orientando mães e familiares.
Conscientizando sobre a dependência de alcool e outras drogas.

 MÃES DA LUZ
Acolhendo, informando, orientando mães e familiares.
Conscientizando sobre a dependência do álcool e outras drogas

O Projeto Mães da Luz, tem por objetivo:
Acolher: Equipe multiprofissional, preparada para acolher as famílias com dignidade, e com experiências vivenciais.
Informar: Levar informações sobre o abuso e as complicações ocasionadas pela dependência química.
Orientar: Após acolhimento e informações recebidas sobre dependência e co-dependência, orientar as famílias na busca por tratamento e melhor qualidade de vida!
Localizar: Ajudar as famílias na localização do familiar envolvido e desaparecido, devido ao envolvimento e abuso de álcool e outras drogas, facilitando através de fotos, características e informações pessoais.
Endereço: Rua Libero Badaró,119 - Terreo - Tel.: 11.3113.9032

Ex-traficante fala sobre consumo e venda de drogas na Cracolândia

Pessoal, achei esta reportagem bem interessante
E mostra que é possível mudar!

Vi umas 80 pessoas morrerem ali"

De vendedor a consumidor de crack, homem avisa: "Não tenho orgulho. Isso acabou comigo"

A reportagem do R7 entrevistou, com exclusividade, um ex-traficante e usuário da região da Cracolândia. O homem de 35 anos, que, por segurança, não será identificado, conta como começou sua trajetória no crime, fala sobre o primeiro trago no crack e explica como o tráfico funciona na região da Luz. Conta ainda sobre as execuções dentro do “fluxo”, policiais corruptos, fontes de abastecimento de pedras.
Vindo do interior de São Paulo, ele conta que chegou à capital há pouco mais de 10 anos com o objetivo de se estabelecer no tráfico de drogas. Ganhou a confiança do PCC (Primeiro Comando da Capital), a quem se refere sempre como "os irmão", e revela que mesmo usando crack mantinha o “emprego”. Ele conta ainda que praticava furtos e até contratou “funcionários” para ampliar os negócios. Segundo ele, sua freguesia incluía até pessoas famosas.
Longe das drogas há pouco mais de quatro meses, o homem tem uma luta diária de se manter distante do consumo e do crime. Para isso ele segue um mantra do que não deve mais fazer. “Voltar para Cracolândia e usar droga de novo.”
Leia o depoimento:
"A chegada ao fluxo
Eu resolvi tentar fazer minha vida aqui em São Paulo. Quando eu cheguei à Cracolândia era na rua do Triunfo com a rua dos Gusmões. Comecei a ficar, pegar amizade com um aqui outro ali. Como eu não tinha onde ficar acabei morando dentro do fluxo.
Eu tive oportunidade com o pessoal que vendia com os ‘irmão’, até com os próprios usuários. O pessoal via que eu era um cara de boa, não pisava na bola, era um cara correria, não tinha medo, debatia com a polícia. Montei minha barraca, tive contato com pessoas fortes e me deram o primeiro pacote pra vender. Graças a Deus eu nunca dei milho com eles. Eu sempre fui um cara honesto com os ‘irmão’.
A negociação
Eles me davam 100 pedras, 40 eram minhas. Eu tinha que dar 600 reais pelo pacote. A pedra naquela época era do tamanho da metade de um dedo, era a Hulk ainda. Aquele crack verde que você dá um trago e fica fora de si.
Eu fazia meus 400 reais com a minha parte, comprava 300 de drogas e colocava um moleque pra trabalhar pra mim. Eu já comecei a fazer minha história. Conversei com os ‘irmão’ e foi tudo normal.
Ampliando os negócios
Eu vendi pedra até pra famoso. Tinha um que vinha aí, dava o trago dentro da Captiva e jogava tudo fora, o cachimbo, bic. Eu acabei formando uma freguesia.
Quando mudou de endereço [foi para a região da alameda Dino Bueno com a Rua Helvétia] eu já tinha mais envolvimento. Eu era mais respeitado, fiz a segurança dos caras nas barracas.
Andava armado.
Eu olhava as barracas pros ‘noias’ [usuários] não mexer. Ficava de olheiro também. ‘Ó a loira’, ‘eles vão invadir’ aí eu dava um salve antes pros caras já se prepararem ou vazarem. Eram aquelas barracas de lona preta.
Mortes na Cracolândia
Vi também muita gente morrer. Na época do buraco, onde hoje é a tenda, [cortiços com entrada na alameda Dino Bueno e na rua Helvétia derrubados para a construção do programa ‘De braços abertos’, da gestão Haddad] eu vi umas 80 pessoas morrerem ali. Era ali mesmo que eles matavam. Você fumava crack ali e sentia o cheiro de pele queimando vindo lá do fundo. Quando não era isso jogavam entulho em cima, o entulho abafa o cheiro.
Pontos de abastecimento
Eu fazia a escolta de uma menina até a favela do Moinho. Eu ia de bicicleta atrás dela até lá e voltava. Eu buscava ali. Mas lá não é o maior fornecedor, o crack vem da zona leste, zona sul, zona oeste, são vários lugares. Tem vários jeitos de chegar.
Presença policial e corrupção
Se eu fosse abordado falava que não sabia de nada, que o barato era meu e já era. Eu sabia quem era, mas falava pra polícia que não sabia de nada.
A Cracolândia tem polícia envolvida com traficante. Uma vez a polícia me parou com R$ 2.000 no bolso. Eles falaram. ‘Vou levar os R$ 2.000 e você vai embora’. Eu tava com mais R$ 3.000 no bolso, mas eles não viram. Pegaram o dinheiro rápido e me mandaram embora.
O primeiro táxi que eu vi eu peguei, já desci no fluxo e liguei os ‘irmão’. Eles já ficaram na contenção, se acontecesse alguma coisa iam sapecar na bala.
Eles sabem quem vende e quem é usuário, eles sabem tudo. Não pegam, porque querem ganhar dinheiro ou querem pegar os grandes.
Outros delitos
Eu entrava na base da sacola preta na feira do Brás, na feira da madrugada. Entrava na loja com uma nota fiscal falsa, subia a escada rolante, eu e uma mina bem arrumada, ela tirava da prateleira, colocava no chão e eu já colocava na sacola e descia.
Fazia o dia inteiro, R$ 1.500, R$ 2.000 por dia.  Mais o esquema do fluxo. Eu vivia bem, ficava no hotel às vezes. Quando eu estourava mesmo ficava 15, 20 dias com hotel, mas já pago.
Eu chegava nos “irmão”, levava a mercadoria que eu fazia na loja e negociava uma parte em droga e outra em dinheiro.
De traficante a usuário
Eu não era muito de fumar no começo, eu me vestia bem, comprava minhas roupas.
Mesmo usando eu trabalhava vendendo, mas em 2008 eu comecei a fumar. Acabou com a minha vida, perdi as pessoas que eu mais gostava, fiquei com vergonha de voltar pra minha casa.
Eu experimentei, foi o meu erro. Eu cheirava e não ficava louco daquele jeito, aí um dia fumei com uma menina num hotel. Eu nunca fui de ficar direto só ali, fazia meu 'corre', ia roubar. Roubava loja, andava bem vestido.
O que é a Cracolândia
A Cracolândia nunca vai acabar, tem muito usuário. Se fosse pra acabar já tinha acabado faz tempo.
Os 'nóias' são envolvidos com os ‘irmão’. A droga fala mais alto. Os caras moram ali, vendem, você acha que o usuário não vai defender? Ninguém gosta de polícia.
Eu aprendi muita coisa na Cracolândia, muita coisa. Muita coisa boa. O pessoal da Cracolândia não é ruim, vai ser ruim se você der mancada, mas se você vacilar você é cobrado em qualquer lugar.
Presença da imprensa
Se eu pegasse um jornalista e fosse só eu e ele, não faria nada. Agora se tivesse mais alguém comigo aí é foda. Ia ter que fazer alguma coisa senão iam pensar que eu tava passando por cima.  Eu mesmo não ia falar nada, mas cê tá ligado como que é.
Inclusive na praça Princesa Isabel pegaram um moleque que tava fazendo foto lá e deram um susto nele, sem piedade. Eles não gostam, tem muitos foragidos, muitos que estão pedidos.
Presente e futuro
Hoje, eu falando sobre isso, não tenho orgulho. Isso acabou comigo, acabou com minha saúde.
Por causa da droga eu perdi todos os meus amigos, os que eram sem vício perdi todos. Eles perdem a confiança, o usuário de crack precisa de tempo pra reconquistar a confiança das pessoas.
A droga não vai sair do meu sangue em poucos meses, ela vai ficar pra sempre, quem tem que ser controlado sou eu. Tenho que afastar três coisas da minha vida se eu quiser ficar bem: pessoas com quem eu convivia, lugares que eu ia e coisas que eu fazia. Eu tô conseguindo pouco a pouco, mas sei que não vai ser do dia pra noite.
Vontade de usar eu tenho, mas eu sei que se eu usar não vou conquistar o que eu perdi: o amor da minha família, amigos de verdade."

terça-feira, 4 de julho de 2017

Projeto Mães da Luz

A Prefeitura de São Paulo começou na  terça, 27 de Junho , às 9h, na Rua Libero Badaró, 119, o projeto Mães da Luz, iniciativa direcionada a familiares de dependentes químicos, em especial usuários de crack. Coordenado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), o projeto busca oferecer informações e orientações aos familiares dos dependentes, conscientizando sobre a importância do tratamento e acompanhamento de seus parentes.
“Muitas famílias não sabem que dependência de drogas é uma doença que atinge parcela da população e que não escolhe classe social. Pela falta de conhecimento, os familiares, por vezes, sentem culpa, vergonha, medo e não sabem como agir com as consequências da dependência. Ficam doentes quem usa a droga e quem convive com o dependente”, afirma a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eloisa Arruda.
No projeto, os familiares recebem todo o aporte necessário com orientações sobre como buscar o tratamento e acompanhamento para o dependente químico na rede pública de Saúde e de Assistência Social. Além disso, caso alguém tenha perdido contato com o seu familiar por causa do uso de drogas, o Mães da Luz contará com uma equipe que fará a busca nos bancos de dados de outras pastas municipais para auxiliar na localização.
O programa promove a capacitação de funcionários de outros órgãos a fim de que auxiliem nesse trabalho. As mães e os familiares que procurarem o projeto serão incentivados a participar de grupos de apoio, de auto e mútua ajuda, gratuitos e já existentes no município, para que sejam orientados sobre as etapas do tratamento, estabilização e reinserção social, atingindo assim uma melhor qualidade de vida.
O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Também está prevista a utilização de espaços das Prefeituras Regionais e dos Centros de Referência mantidos pela SMDHC para palestras de orientação e apoio à população para estimular e motivar a busca por ajuda.

Depoimento de uma mãe que esteve no Projeto dia 04 de Julho
"Estive lá hoje. E olha pra todos familiares. Somos atendidas com muito carinho. Atenção com excelência.
Compareçam  lã vai atrás dos familiares e ajuda deles é  maravilhosa. Vão nem que seja pra conhecer. Indiquem para as famílias que precisam. Lá teremos um aconselhamento, e encaminham p grupos de ajuda.Muito bom mesmo devemos postar em todos grupos. São pessoas abençoadas. Nos atende com abraço.Só  Gratidão"

Bom pessoal, este projeto é fantástico por enquanto tem somente na cidade de São Paulo, mais devemos TODOS nós divulgar, divulgar e divulgar muito
Eu peço muito a Deus que os irmãs envolvidos no projeto tenham muita força para seguir tocante em frente este belo trabalho e que inúmeras pessoas necessitam tanto.
E para quem está lendo eu solicito: DIVULGUEM! REPASSEM ESTA INFORMAÇÃO!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Alguns pontos para reflexão


Ontem , 28/06/17 no programa Conversa com Bial esteve Walter Casagrande e Paulo César Caju
Os dois abordaram o tema drogas e fizedram algumas colocações bem pontuais que vou colocar aqui para reflexão de todos pois acho importantíssma pois quem está falando é um dependente químico e nós temos que levar em consideração o que eles fala, afinal, eles vivenciaram ou vivenciam este mundo.

Quais são as grandes mentiras que se diz sobre a droga? Que ela não faz mal, que ela não mata( Caju)"

"Casagrande faz um grande desabafo e diz que dependente químico precisa de cuidado e atenção!"

"A sociedade precisa de mais esclarecimentos sobre o que é a dependência química.
Pois é uma doença muito complicada, não tem glamour nenhum"

"A droga não é ruim, é mentira. Ninguém se vicia em coisa ruim, só se vicia em coisa legal, em coisa gostosa, e ela realmente é" 

 "As perdas de um dependente químico começam muito cedo.  Você perde um casamento, o relacionamento com os filhos. Eu não vi o fundo do poço, não me via mal como eu realmente estava"

"Fiquei trancado na minha casa só usando droga,   sem comer e sem beber água durante um mês e meio"


Eu sei que muitos passaram por situações iguais ou até piores mas este post é para reflexão geral, de quem tem a doença em sua família e para quem ainda acha que "não dá nada" fumar um baseado, "encher a cara"

Vejam na íntegra a entrevista:


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Mais um doente acorrentado

Amigos,
Este acontecimento é mais um de tantos que acontecem diariamente.
O desespero de uma mãe para preservar a vida de um filho é tanto que ela acaba agindo desta forma.
A pergunta em questão é onde estão as políticas públicas para dependentes químicos?
Como uma mãe assalariada conseguirá custear um tratamento? Vaga social é algo difícel, demorado, muitas vezes a cidade onde as pessoas moram não tem clínica/hospital que faça tratamento pelo SUS e então a família precisa buscar ajuda em cidades vizinha, mas como ela fará isso se a mesma não tem condições financeiras?
Desde 2013 eu conheci um mundo fantástico, onde as pessoas se unem para ajudar umas as outras, onde uma rede é formada e todos lutam, por exemplo, para conseguir uma vaga social ou qualquer tipo de tratamento e o lindo de tudo isso é que na maioria das vezes estamos ajudando quem nunca vimos, estamos ajudando, por exemplo, alguém que está lá no extremo do país.
Dentro do meu segmento religioso eu aprendi e acredito muito que a dor nos faz crescer e é exatamente isso que vejo nesse universo do mundo das drogas,  tão triste e ao mesmo tempo tão unido.
Mas precisamos de mais! Precisamos que políticas públicas melhores, precisamos que as pessoas tenham outra visão da dependencia química, precismoa de união, de caridade e menos julgamento.
Leiam o relato desta mãe e reflitam: "O que eu como sociedade posso fazer para ajudar!"

Quem estava sendo maltratada era eu, que sofria ao ver minha filha entregue às drogas. Eu prendi ela em casa por amor. Eu fiz isso pelo bem dela". Este foi o desabafo da auxiliar de cozinha, de 43 anos, que irá responder por maus-tratos por ter acorrentado a filha usuária de drogas, de 17 anos, em casa por 43 dias, na Zona Norte de Sorocaba (SP).

O caso veio à tona após a Guarda Civil Municipal receber uma denúncia anônima de que a mulher mantinha a jovem presa a uma corrente. Uma equipe foi ao local com o Conselho Tutelar e encontrou a jovem acorrentada pelo tornozelo, presa a um guarda-roupa.

Em entrevista ao G1 nesta terça-feira (20), a mãe - que pediu para não ter a identidade revelada - contou sobre o sofrimento de lidar com o vício da filha, alegando que prendê-la foi um ato de desespero. Segundo a mulher, a adolescente corria perigo se permanecesse nas ruas, por continuar consumindo drogas e por ser cobrada por traficantes de uma dívida de R$ 2 mil.

"Não me sinto mal pelo que fiz. Eu fiz uma coisa que eu tinha que fazer para o bem da minha filha. Se precisasse, eu faria de novo. Uma pessoa quando quer usar drogas, ainda mais uma adolescente, é capaz de qualquer coisa", desabafa a mãe.

'Estava acorrentada, mas estava segura'
Assim que o caso foi descoberto, a GCM e o Conselho Tutelar levaram a auxiliar de cozinha a um plantão policial da cidade, onde a ocorrência foi registrada e o delegado a autuou por maus-tratos. Como o crime não cabe prisão em flagrante, a mulher vai responder ao processo em liberdade.
No mesmo dia, a jovem foi recolhida a um abrigo mantido pela Prefeitura de Sorocaba para receber os cuidados necessários. Porém, depois de três dias a adolescente fugiu, e foi a mãe que a encontrou vagando pelas ruas da cidade, totalmente desorientada.
"Foi desesperador encontrá-la daquele jeito. Tiraram ela de mim, armaram toda aquela confusão, para depois eu encontrá-la assim na rua? Se não fosse um vizinho meu avisar que a viu vagando, eu nem ia ficar sabendo que ela tinha fugido. Eu me senti pior do que já estava. Comigo ela estava acorrentada, mas estava segura, sob o meu olhar."
A mãe conta que tentou levá-la a um hospital ou mesmo para o Conselho Tutelar, mas que, por conta do feriado prolongado da semana passada, não encontrou ninguém para lhe ajudar. Diante da situação, foi embora com a filha para casa. Ela admite que pensou em acorrentar a jovem novamente para evitar uma fuga, mas desistiu por conta da repercussão do caso.
No entanto, a adolescente fugiu novamente no fim de semana e a mãe, de novo, conseguiu resgatá-la. Somente no domingo (18) a adolescente foi internada na Santa Casa de Sorocaba, segundo a mãe, onde passa por um processo de desintoxicação, enquanto aguarda uma vaga em uma clínica especializada no tratamento de dependentes químicos.
  

Fonte: SIte G1.globo.com


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Uma visita muito especial

Olá amigos
Primeiramente preciso dizer que a palavra de hoje minha é GRATIDÃO!

Hoje vim falar da visita de meu filho na minha casa.
Última vez que ele esteve aqui foi em Setembro/16.

Última vez que o vi com calma e conversei com ele foi em Outubro/16.
Este ano eu o vi porém muito rapidamente quando ele veio trazer a esposa para o médico, mais ele não estava nada bem tanto que mal falou comigo.
O que eu tenho para dizer desta visita é que SÓ POR HOJE, foi maravilhoso nosso final de semana .
Ele está bem mudado, bem centrado no que deseja, está enxergando o que eu já havia falado pra ele no final de 2015, início de 2016 e ele não aceitava.
O que eu mais gostei de tudo foi que desta vez as verdades que falei não foram contestadas,pois ele sempre me dizia que eu exagerava e tava errada.
Aproveitamos muito em família,muito mesmo, conversamos, damos muitas risadas, passeamos, nos curtimos muito afinal a saudade era imensa.
Hoje  a tarde ele voltou para a cidade dele dizendo que tentaria voltar mês que vem. Se ele se manter firme no propósito de não usar ele volta mesmo.

Bom, eu fiquei bem ansiosa, não tinha como não ficar e notei que ele também, pois quando estava chegando me disse "me espera no portão" nossa eu fiquei muitoooo emocionada com este pedido.
Impossível conter as lágrimas num momento deste. Quando avistei ônibus já comecei a chorar, quando o enxerguei chorei mais ainda e nossa abraço foi cheio de amor, até minha prima ficou emocionada. Lembro que ela disse assim: Olha ele tá lá no ônibus já está em pé na porta.
Como eu agradeci tanto a Deus em questões de segundos.
Por diversas vezes no sábado e no domingo me emocionei,pois eu vi tudo que a anos venho tentando: ver ele junto a nós e bem.
No sábado fomos para uma pizzaria, sem exagero nenhum ele não ia a uma pizzaria desde 2014 ou 2015 e nosso jantar em família também foi mágico, nos curtimos pra caramba.
A despedida hoje foi difícil mais necessária para ele e para mim, faz parte da nossa evolução e da nossa recuperação.

Eu não posso garantir com 100% de certeza que ele teve u despertar mais que ele esta diferente e tentando se manter de pé isso ele está.
E o que levou a isso? Acredito que o nascimento do Lorenzo,um filho muda a gente não é mesmo? E ele fala com muito amor dele pra nós e isso me deixa muito feliz
Penso eu que a nossa ausência na vida dele também possa ter pesado na balança pra ele,pois ele via que estávamos bem e seguindo as nossas vidas, independente do que ele estava fazendo.

Bom queridos leitores a mensagem que pretendo deixar para os codependentes  é que Vivam! Mudem! Não fiquem aprisionados aos seus adictos, Nossa vida precisa seguir! Busquem ajuda!
E para os amigos adictos é que Nuncadesistam da recuperação, mesmo que tenha havia recaídas (ou que estejam recaídos) Mudar é possível! Lute! Mude!

Beijos a todos

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sempre Há Esperança

Olá pessoal!

Hoje vou atualizar como está meu adicto.
Para quem ainda não sabe, eu e meu filho não moramos juntos. Desde 2013 quando ele fez sua primeira internação, ele não voltou para a mesma cidade que eu moro. De lá pra cá teve uma recaída, uma internação e outra recaída até pouco tempo.
Na data de hoje, ele já está a quase 2 meses limpos. Não buscou grupo, não buscou irmãs de caminhada.
O que ele tem feito é bsucar com as ferramentas dele (trabalho e ficar em casa) se manter de pé. Se é possível, eu sinceramente não sei.
Sempre achei que somente com internação é que seria possível ficar limpo, porém com o passar do tempo eu vejo que o que resolve mesmo é o verdadeiro querer mudar.
Eu ainda acredito muito que reuniões, estar envolvido com irmão de caminhada, espiritualidade é que são as ferramentas para que a pessoa consiga se manter limpa.
Conhecimento de tudo isso meu filho tem, agora porque ele não usa pra ele eu ainda não sei.
O que eu noto é que ele mudou bastante de uns meses pra cá, liga diariamente, algumas vezes pela manhã e final dia, outras vezes 1x por dia. Mais para mim a maior mudança foi ele pela primeira vez admitir que esteve recaído e me falar o período que já estava limpo. Isto nunca havia acontecido em todos esses anos da nossa caminhada.
E o que levou ele a estar mudando, acredito eu que o nascimento do filho dele. Esta crianças está mexendo bastante com ele e espero que seja um instrumento de ajuda a ele. Como eu digo sempre pra ele, é Deus te dando mais uma oportunidade para mudar.
Outra mudança que notei foi ele comentar da possibilidade de voltar a morar aqui na nossa cidade. Obvio que gostei mais também me assuta um pouco, porém nãoc rio expectativas pois sei que dificilmente a mulher dele sairia de onde eles estão.
Bom, se ele irá conseguir, eu não sei, não tem como afirmar, mais sinceramente eu desejo que consiga sim, afinal ele será o exemplo para o filhinho, pois é como eu sempre falo, nossos filhos farão o que eles verem nós vivenciar e não o que falarmos para eles.
E como eu estou com tudo isso? Pensativa, acreditando com os 2 pés atrás como se diz, Com medo que possa realmente acontecer esta mudança (mesmo eu querendo ele perto de nós, tenho medo). Sinto que ele está sentindo nossa falta e sei que pra ele isso é dificil, muitas vezes quando ele desliga eu me emociono pois vejo que mesmo ele não me falando ele está com saudades, afinal não nos vemos desde Outubro/16.
Mais sabe o qlado bom de tudo isso? Eu mesmo com pensamentos a mil, sigo minha vida, minhas escolhas e isso é maravilhoso senão eu já estava estagnada, sem fazer nada, vivendo a vida dele novamente.
E como consegui isso? Estudo, reforma íntima, frequentar reunião de amor exigente e a imensa vontade de mudar para me ajudar e poder ajudar ele.
E é esta mensagem que deixo a todos: sigam suas vidas, busquem ajuda, acreditem. Não vida a vida do outro porque não resolve. Os adictos só deixam de usar quando eles realmente querem e nós não podemos nos afundar com eles

Abraços a todos!



segunda-feira, 5 de junho de 2017

O que nós temos a ver com a história da cracolândia

Há muito não apareço por aqui e hoje vim falar sobre a Cracolândia de São Paulo e as polêmicas envolvidas.
A grande questão sobre a Cracolândia é o que fazer com as inúmeras pessoas que lá estavam e que hoje estão alojados em outro local da cidade.
O que vimos e o que ainda estamos vendo é a degradação da humanidade e nós como sociedade devemos fazer algo para ajudar a mudar tudo isso.
E eu não estou falando aqui de política e sim de ações sociais. Alguns poderão dizer que sou louca pois as pessoas que estão lá não respondem mais por si ou alguns poderão dizer que se estão lá é porque buscaram isso.
Na verdade o que importa neste momento é AÇÃO e não buscar culpados ou desculpas para não agirmos.
TODOS nós precisamos lutar por políticas de saúde melhores para usuários de drogas, precisamos lutar arduamente para que não ocorra a liberação da maconha, precisamos nos instruir sobre as drogas e as consequências do uso tanto das drogas lícitas quanto as ilícitas. Precisamos conhecer os inúmeros grupos de ajuda para que possamos indicar as pessoas afinal sempre tem alguém próximo a nós que tem um familiar ou amigo com esta doença.
Eu sei que existem milhares de pessoas que também precisam de ajuda e não quero dizer que não devemos ajudar, quanto mais ajudarmos nossos irmãos melhor. A questão é que existe um preconceito muito grande com os dependentes químicos e aí a sociedade esquece que eles são seres humanos  e que também precisam de ajuda.
Não quero entrar no mérito aqui se as ações tomadas pelo prefeito de São Paulo é meramente politica ou não. O que precisa ser feito agora é UNIÃO de todos para ajudar essas inúmeras pessoas doentes e muitos sem saber mais quem são.
Vamos refletir, vamos nos unir, vamos agir, vamos ajudar pois estamos aqui para ajudarmos uns aos outros. Tenho certeza que se cada um de nós analisar profundamente encontrará dentro de si uma forma de ajudar e se mesmo depois de pensarem acharem que não tem como,  aqui vai algumas dicas:
A) Vamos fazer de tudo para que  não ocorra a legalização da maconha, vamos nos mobilizar em nossas redes sociais, em conversas na família e com amigos;
B) Vamos buscar entender a dependência química para que não ocorra mais julgamentos;
C) Vamos buscar olhar para o lado e ver se dentro de nossa família não existe um dependente químico que precisa de ajuda
D) Vamos usar as nossas redes sociais para falar sobre drogas lícitas pois só falamos das ilícitas e esquecemos que tudo começa com o álcool.
E) Será que quando eu vejo algum amigo meu ou de meus filhos usando álcool ou maconha eu devo mesmo me calar ou devo buscar os responsáveis para avisá-los.

Vamos refletir! Vamos agir! Vamos mudar!
A mudança que eu quero no mundo começa comigo!

sábado, 29 de abril de 2017

“O Amor Exigente me ajudou a ver a luz no fim do túnel”

“O Amor Exigente me ajudou a ver a luz no fim do túnel”, agradece mãe de dependente em recuperação


O que uma mãe é capaz de fazer para recuperar filho dependente de drogas? Neusa Brotto, 45 anos, conta que para cuidar do filho pediu demissão de emprego, onde ganhava bom salário. Por amor ao filho, mudou de cidade para acompanhar sua reinserção social, após duas internações. Seu depoimento é muito importante para as famílias entenderem a grave doença causada por drogas e as consequências, principalmente, para mães de dependentes. Na sua página do Face, Neusinha Brotto, como prefere ser chamada,agradece ao Amor Exigente-Grupo Esperança, de Porto Alegre: “Grupo maravilhoso que me ajudou muito, me ajudou a ver a luz no fim do túnel.Que muitas e muitas famílias possam conhecer e fazer parte deste grupo.”
Emoção, sacrifício e muito amor no depoimento de Neusa Brotto
Descobrir que um filho usa drogas é “extremamente difícil, pois é algo que jamais imaginamos”,define Neusa Brotto, mãe de dependente internado duas vezes em comunidade terapêutica no Rio Grande do Sul. Mãe, que para recuperar o filho pediu demissão do emprego, e mudou de cidade. A descoberta do uso de drogas foi em 2012 mas a internação, em 2013, conta Neusa:“Sempre achei que isso era coisa de vagabundo, de pessoa sem base familiar e mesmo ele sendo filho de pais separados, recebeu em casa de mim e do avó princípios morais corretos e também por muitos anos frequentou um segmento religioso muito esclarecedor. Eu no meu grande erro, achava que por ter uma religião e bons exemplos em casa meu filho estaria livre das drogas. Ledo engano.”
A internação por nove meses foi na Comunidade Terapêutica Senhor Jesus ,na cidade de Tapes/Rio Grande do Sul. “Em uma conversa via Facebook, num sábado à noite, obtive todas as informações da Comunidade e como era o processo para a internação.” Ele foi internado duas vezes.
Neusa conta o que aprendeu durante a internação do filho: “Aprendi que a dependência de drogas é uma doença que pode acontecer com qualquer família, independente da classe social.”
O que a dependência do filho mudou na vida de Neusa e de sua família? “Nos deixou mais próximos, nos proporcionou conhecer pessoas fantásticas que nos ajudaram e ajudam muito. Foi um grande desafio para mim admitir que eu precisava de ajuda, como ser humano. Hoje, vejo que venci uma enorme barreira. Eu tinha um emprego bom, com um salário bem razoável, havia estudado para trabalhar como coordenadora de Recursos Humanos. Mas devido à reinserção social que faz parte do tratamento, solicitei meu desligamento da empresa pois a mesma não me autorizou ficar afastada alguns dias para auxiliá-lo na reinserção social.

Em 2014 o maior sacrifício:
“Deixei minha casa própria, onde residi por 45 anos, minha filha, meus amigos e me afastei das atividades que sempre exerci da minha religião de preferência para ir morar numa cidade do interior, com poucos recursos. Uma cidade muito diferente da capital Porto Alegre. Essa mudança não foi como esperei pois meu filho após término de sua segunda internação(novamente na Comunidade Terapêutica Senhor Jesus) não ficou muito tempo morando comigo. Alguns meses se passaram e eu retornei para minha cidade, minha casa,minha vida.”
Amigos, conheçam o Blog da Izilda Alves é jornalista e coordenadora da Campanha Jovem Pan pela vida contra as drogas, ela faz trabalho fantástico! http://blogjp.jovempan.uol.com.br/campanha/