O Porque Deste Blog

Blog dedicado a todos que queiram saber mais sobre Dependência Química, suas causas e consequências.

Entender que o drogado não é um vagabundo, sem vergonha e sim um doente que precisa de ajuda de todos e que o familiar também adoece tanto ou mais que o dependente.

Espero que quem aqui passar leve consigo um a esperança de dias melhores e que possam compreender e buscar saber cada vez mais sobre esta doença.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Mais Uma Vitória


Olá pessoal!
Mais um passo que dei no meu desligamento emocional e que acho importante e quero dividir com vocês.
Dia 23/11 vou entrar de férias(30 dias de férias uhuuu), muito tempo que não sei o que é tirar férias.
Muito tempo que não sei o que é programar um passeio de férias!
Decidi, mesmo sem dinheiro sobrando, aproveitar estes dias e passear. me programei para visitar uma amiga que amo muito e que mora em outra cidade. Vou passar uns 10 dias em Gramado (cidade turística aqui do Sul), estou tão feliz por isso. Sei que financeiramente será horrível pra mim, mas decidi me dar este luxo.
Também vou passar uns dias na cidade onde mora meu filho, quero aproveitar com minha afilhada, amigos, meu filho e o neto.
Bom, já venho contando os dias para isso e ontem dei um passo muito importante na minha recuperação, no meu desligamento emocional.

Conversando por telefone com meu filho, contei a ele toda feliz o dia que irei viajar e aí ouvi: Que dia mesmo? Repeti, afinal a ligação estava ruim e ouço dele: "Bah mãe era o dia que eu iria passar aí em casa" (adoro que ele ainda sente que a casa é dele).
Então expliquei para ele o dia que eu retornava e pedi pra ele reagendar a visita. Penso que ele não deve ter gostado muito afinal está demonstrando que anda com saudades.
Mas, eu não iria mudar algo que já estava programado e que eu estava esperando muito, mesmo eu estando com muitas saudades dele.
Em outros tempos, eu logo cancelaria meu passeio, na verdade, nem agendaria nada, ia ficar disponível pra ele ou atras dele, esquecendo de mim, da minha vida.

Como é bom saber que estou vencendo, que estou conseguindo e isso não quer dizer que eu não amo meu filho, que não sinto falta dele. Eu queria muito que ele estivesse participando desses momento comigo, com a minha família, mas dia a dia estou aprendendo( melhor, colocando em prática) que eu só posso mudar a mim mesmo e que não posso interferir nas escolhas que meu filho faz.
Ele poderia se programar para passear também? Sim poderia, porém ele faz as escolhas dele.
Eu sei, que ele fica louco de vontade de participar, o dia que eu contei que iria para Gramado, para a casa dessa amiga, ele ficou doido e disse: "bah mãe acho que vou junto", até porque ele gosta muito da minha amiga e da família dela (do jeito dele, mais gosta). Mas não se programou, fez outra escolha e isso não posso mudar e não posso viver escrava disso.

Para quem vive no mundo da dependência química, esse simples ato, se torna um grande ato e de muita importância para a nossa recuperação, para a nossa sanidade.
Lembrando, que este desligamento é uma construção, não foi da noite para o dia que decidi mudar. Precisou muito estudo, muitas partilhas, muitas reflexões, conhecer o Amor Exigente ( pode ser qualquer grupo de auto ajuda, existem vários),  muitos conselhos (inclusive desta amiga querida que vou visitar). Precisou acima de tudo eu querer de verdade, pois sempre soube da importância do desligamento emocional em nossas vidas, porém, quando estamos muito adoecidos não enxergamos isso.

Então amigo leitor, seja você familiar de dependente químico ou um dependente químico, busque saber sobre desligamento emocional, saber sobre a importância que tem de realmente viver a nossa vida, não deixando que pessoas que amamos nos governe (mesmo que seja indiretamente).

Espero que minha simples partilha possa ajudar um pouquinho, nem que seja para reflexão!
E lembrando, está passando por dificuldade? Busque ajuda! Não sofra sozinho! Tudo tem uma saída!




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O Meu Desligamento Emocional

Olá pessoas!
Falarei um pouquinho sobre o meu desligamento emocional, para isso será preciso fazer algumas observações referente a minha religião. Não quero com isso criar nenhuma polêmica, pois cada um tem a sua religião é que para falar deste meu  processo é necessário falar da religião que eu sigo e acredito.
Já venho a algum tempo, buscando desligar-me, afinal eu não posso viver a vida do meu adicto. Obviamente isso é um processo longo, dolorido, cheio de dúvidas e aperto no coração.
Para quem ainda não sabe, desde 2012 estou neste mundo da adicção. Em 2013 meu filho fez sua primeira internação e de lá pra cá,já fiz quase tudo para ajuda-lo. É uma característica da família, usamos todos os nossos recursos, pois o nosso objetivo principal é que nosso familiar fique longe das drogas, que ele consiga se manter em recuperação.
Mais, não é bem assim que funciona, com o tempo vamos aprendendo isso, a dor, as perdas, as partilhas, o conhecimento sobre dependência e codependência nos ensinam isso. Porém precisamos (penso eu) passar por estas fases, afinal, só aprendemos vivenciando, eu não me arrependendo das atitudes que tive, das oportunidades que abri mão em prol de tentar ajudar pois hoje, eu sei que eu fiz o que podia e o que estava ao meu alcance para ajudá-lo.

Bom, em 2016 resolvi que eu precisava agir diferente, já estava mais do que na hora de cuidar de mim e foi isso que comecei a fazer, lógico que não é fácil. Sempre que eu sabia que ele não estava bem, a vontade que eu tinha era de sair correndo e ir até ele ( meu filho não mora comigo nem na mesma cidade que eu). Mas o desligamento emocional é necessário tanto pra ele quanto pra mim e para as pessoas que estão ao meu redor. E assim estou indo, um dia de cada vez, buscando seguir a minha vida, os meus projetos, os meus objetivos.
Neste período(2016 até hoje) ele já teve recaídas, não assumiu, ficou tempo sem usar, usou de novo, teve um filho, usou de novo e resolveu ir para a CT (novamente, aqui tive uma recaída bem feia, mais me dei conta e levantei bem ligeiro), ficou uns 15 dias somente, voltou para a família dele e usou novamente. E eu segui aqui, na minha cidade, não fui atras dele quando soube das recaídas, deixei por ele e para atual família dele (ele mora com a esposa e filho). Ouço a esposa dele e converso com ele, relembro o tripé do tratamento e era isso.
No final de semana passado (3, 4 e 5 de novembro) refletindo sobre minhas ações eu dei um passo muito grande no meu desligamento emocional. Na metade deste ano me inscrevi para ser voluntário no 9º Congresso Espírita do RS(evento para mais de 4 mil pessoas), evento onde reúne espíritas de todo nosso país e de outros países, evento com palestrantes que viajam muito propagando a Doutrina Espírita, dente eles Divaldo Pereira Franco (conhecido não só no meio espírita - uma pessoa que não tem como descrever quem ele é, 90 anos dentre estes 50 dedicado a doutrina espírita e ao próximo). Independente de sua religião, busque saber sobre ele. Você vai se surpreender e refletir muito sobre suas atitudes perante a vida.

Bom, na sexta feira(dia que iniciava o Congresso) perto do meio dia minha nora me fala que pegou meu filho usando(obviamente eu fiquei abalada, preocupada, querendo logo falar com ele) mais pensei hoje eu não posso me abalar tenho que estar serena para a atividade que irei exercer. Ao meio dia liguei para minha nora e falei que não iria me meter afinal depois eles ficam bem e que ela como esposa deveria decidir o que fazer( pensamos muito diferente sobre recuperação).E segui resto do meu dia, volta e meia pensando, volta e meia preocupada. Chegou a hora de iniciar as minhas atividades de voluntaria no Congresso(muita emoção! Muita felicidade! eu amo estar envolvida no movimento espírita, me faz muito bem! E eu consegui, pela primeira vez me desligar por completo do problema, me entreguei de corpo e alma para este evento. Passei uma tarde e uma noite de sexta fantástica.No sábado mais um dia de muito aprendizado e então a noite resolvi ligar para ele, falei as coisas que já sabemos e ele nem aí. Então não dei bola,desliguei e segui aproveitando a felicidade que me envolvia (em outros tempos eu iria chorar muito, ficar muito preocupada , não ia nem dormir direito). Chegou o domingo, mais um dia magnífico e a noite falei novamente com ele, segundo ele está tudo bem, ele e a esposa estão mais menos, ele não pensou no que falei sobre recuperação e eu novamente disse então tá meu filho, vou descansar. Desliguei o telefone e segui mergulhada nas boas energias que me envolviam e na felicidade que não cabia no meu peito.
Tenho a certeza, que eu dei um grande passo na minha recuperação no meu desligamento emocional(uma pessoa do meio de recuperação também me disse isso).  Eu siguia minha vida, mais não tão desligada como eu fiquei desta vez. Acredito que estes 3 dias serviram para me mostrar mais do que nunca que devemos nos ocupar por completo naquilo que estamos fazendo, que é possível nos desligar de nosso adicto e viver o que estamos fazendo.
E eu só tenho muito que agradecer a Deus, as partilhas que ouço, as leituras que faço e a tudo que vi vivi e senti nesses 3 dias!

O que eu quero com este baita textão? Mostrar para os amigos leitores que desligar-se não é deixar de amar, desligar-se é seguir o rumo, a trilha escolhida e entregar nas mãos de Deus as circunstâncias que não podemos mudar. E isso serve para absolutamente tudo em nossas vidas. Quantas vezes estamos por exemplo, em nosso trabalho mais com o pensamento lá no filho que está na escolinha, quantas vezes brigamos por querer mudar certa circunstância que estamos passando, quantas vezes não aceitamos tal adversidade que acontece com a gente e que é necessária para o nosso crescimento.

Queridos leitores, busquem viver de verdade, se entregar de corpo e alma naquilo que estão fazendo, vivam o só por hoje é possível e maravilhoso e isso não quer dizer que vocês não amam seus familiares que estão na adicção ativa ou que estão passando por alguma adversidade. Vivam a vida com todo amor e entrega mesmo que o desemprego bata a sua porta, mesmo que seus recursos financeiros sejam poucos, mesmo que as pessoas falem que você não tem coração, Vivam! É vivendo, cuidando da gente que iremos conseguir ajudar nossos familiares.
Não é fácil no início mais com muita força conseguimos!Vale muito a pena!

Para terminar deixo uma reflexão que achei que tinha tudo a ver com este post:
"Evidente que nossos filhos nos amam, infelizmente a predisposição a droga separa esse amor e eles passam de um estado para outro, precisa anos para entendermos esse estado. Assim como eles sofrem com a doença, nós sofremos com a nossa também até termos o entendimento e aceitação que jamais conseguimos mudar o outro, Só mudamos a nós mesmos! DESAPEGAR esta é a palavra chave!

Lembre-se buscar ajuda é necessário!
Whats do grupo de codependentes (51)999518985
Beijo enorme a todos!





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Seguindo o rumo - voando - crescendo - aprendendo

Oi gente!

Hoje eu quero falar somente de mim, meu adicto fica para outro post ta?!

Quero falar novamente da importância de seguir a vida da gente, seguir o rumo, voar...
Já venho por algum tempo falando que sigo minha vida, que isso é importante bla bla bla
Hoje vou detalhar isso porque afinal o propósito deste blog e trazer informações e expor aqui o que eu faço, o que eu acho que está dando certo pra mim, o que eu fiz que deu errado etc..
Desde 2016 quando voltei de Tapes, mais do que nunca eu vi que precisava tomar as rédias ainda mais da minha vida( eu já fazia as minhas coisas porém não tao dedicada assim). A partir disso percebi a necessidade de colocar em prática o mais breve possível o desligamento emocional
 e como fazer isso de uma forma mais assertiva? Me dedicando a mim, as coisas que eu gosto, que me fazem bem.
Primeira coisa que decidi foi dar mais atenção a minha filha afinal ela sempre esteve do meu lado e iria precisar muito de mim, afinal tinha um bebê a caminho(hoje ela já tem 1 ano).
Depois resolvi voltar a me dedicar a causa espírita, nunca me dediquei tanto como neste último ano
Decidi que mesmo que eu esteja mal eu preciso viver, afinal eu amo a vida(sempre falei isso) e não estava vivendo, aproveitando como deveria.
Hoje quando estou em casa com meus familiares, estou com eles de verdade, sem ficar só falando no meu filho, no que ele está fazendo ou passando.
Quando vou para o centro espírita, eu preciso estar lá e não com a cabeça em outro lugar
E vou contar pra vocês, não é algo fácil, volta e meia ainda preciso me policiar, mais gente é muito bom! Como tomar conta da vida da gente é ótimo!Como isso nos faz bem, faz bem em todos os aspectos.
Não sou a melhor pessoa para dar conselhos, mais espero que este post sirva para alguma reflexão.
Sei que algumas pessoas poderão dizer que eu não tenho amor pelo meu filho, não vou dar bola pra isso pois só eu sei o que se passa comigo as reflexões que faço.
Uma coisa eu posso garantir a todos que eu nunca estive tão bem como estou hoje, obviamente não foi da noite para o dia, obviamente que terei dias não tão bons.
Sei que ainda posso cair, mais nada disso tira essa minha vontade imensa de seguir assim.seguir buscando melhorar a cada dia.
Sempre falo no grupo de coda do whats, tente?! não desistam! mesmo que estejam desanimados, com preguiça busquem a  mudança!
A mudança não é fácil é dolorida mais é tão necessária e tão importante para o crescimento de todos nós
Uma dica posso dar: Se está sendo difícil, pense assim: eu preciso estar bem para ajudar meu familiar, desta forma criamos mais coragem para seguir em frente.
Leitores amigos, espero ter ajudado um pouquinho!
Beijo enorme!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Noticias - Mude!


Desde o último post (18/07) muitas coisas aconteceram, dentre elas que meu adicto ficou somente 15 dias na CT, na primeira visita que ele recebeu da esposa ele saiu, alegando que estava com muita saudades do filho e que ele sabia onde errou e o que deveria fazer aqui fora.
Confesso que quando ouvi isso pensei: “já sei onde isso vai parar”. Não demorou muito para ele para de ir nas reuniões de Grupo alegando mil e uma desculpas.
Porém o que fez eu mais refletir foi o quanto eu me estressei, o quanto eu fiquei irritada, nervosa, pensando muito na situação pra ele não estar nem aí com a recuperação dele.
Sei que muitos vão pensar assim: Mais é só internação que resolve? Sinceramente eu não sei, mas me refiro que ele não tá nem aí para os outros, o quanto os outros podem sofrer por esta situação. Noto, que como todos ( ou a grande maioria) dos adictos, ele só se importa com ele, com o que ele quer.
Converso com ele as vezes no decorrer das semanas por telefone, mais é sempre a mesma história, tá tudo bem, eu to me cuidando, to limpo, ele nunca tem problema vocês acreditam??? Quando pergunto da recuperação ele diz: ta tudo bem.
Se está tudo bem, mão em como eu saber, isso é só o tempo mais esta recaída serviu muito para mim, serviu para que eu refletisse e percebesse que eu ainda preciso mudar muito, que eu preciso ainda trabalhar o desligamento emocional e que isso deve ser feito diariamente.
Está recaída serviu para fortalecer o que eu digo,”cuidemos de nós”, “cuidemos dos demais membros de nossa família” “nosso adicto não é a única pessoa da família e não deve ser o centro das atenções”
Pode parecer radical para alguns mais é realmente isso que deve ser feito (para mim) porque nos desgastamos, esquecemos de nós, da vida, da família, do trabalho, dos amigos, não temos mais assunto a não ser o nosso adicto e a doença dele,  deixamos nosso trabalho,  mudamos de cidade, enfim abrimos mão de tanta coisa para que o adicto fique bem, mudamos tanta coisa para fazer de tudo para ele não usar mais e se ele quiser vai seguir usando.
Eles só param de usar quando eles querem, quando acontece o despertar e isso não cabe a nós.
A nós cabe tratamento (nosso), seguir a vida, confiar na Providência divina, aprender muito, deixar de ser facilitador, deixar de ver o nosso adicto como o coitadinho que precisa de cuidados e que tudo que ele quer precisa ser feito “senão ele usa novamente”
Meu recado com este post é para as famílias, não tenham medo! Mudem! A mudança é o melhor caminho para a nossa recuperação e a de nossos adictos.
Não se sintam culpados e sim se responsabilizem pela vida de vocês, se responsabilizem pelos seus lares, não tenham medo! Busque ajuda! É somente através da ajuda que vamos mudar o nosso modo de agir e de pensar.

Não deixem de viver, não é errado é saudável!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sempre estamos aprendendo, inclusive com a dor!

olá pessoal!

Como eu relatei aqui em 28 de Agosto (clique aqui pra ler), meu filho teve a recaída, resolveu ir para a CT novamente.
Eu fiquei bem mal, muito braba com a situação pois tem um bebê envolvido. Fiquei tão mal que terminou sobrando pra minha filha, erradamente descontei tudo nela (mesmo eu sabendo bastante coisa). Para quem já me conhece sabe que eu leio muito, que estudo muito, que segundo as pessoas, sou bem assertiva nas minhas colocações para outros codependentes. mas mesmo assim, caiu feio, mesmo assim me deixei levar pela doença, me fiz de vitima, não quis aceitar a escolha dele. Graças ao grupo de ajuda pude colocar pra fora meus sentimentos e aos poucos fui voltando para o caminho certo.
Estou fazendo este post para falar da importância da nossa vigilância, importância de não só buscarmos saber e sim colocar em prática o que estamos aprendendo. Mostrar com este post a importância dos grupos de ajuda e acima de tudo falar que descontar em nossos familiares de anda vai adiantar, só vai piorar a situação.
Dentro deste processo de poucas semanas, percebi que ainda me culpo por ter abrigo mão da minha vida para ajudar meu adicto e quando nos culpados ficamos aprisionados na situação e aí não tem evolução, não tem crescimento.
Ainda estou avaliando minha postura e minhas atitudes, pois elas demonstram que ainda tenho muito que aprender e muito que mudar.
Ouvi de uma psicóloga certa vez que de tudo temos que tirar ensinamento e é verdade, esta recaída, esta dor me mostrou que preciso muito praticar o que eu sei, o que eu acredito, preciso muito trabalhar meu desligamento emocional (este tema falaremos mais adiante, num novo post, pois ele é bem complexo e muito importante)

Semana passada meu adicto abortou o tratamento, obviamente que ele não me ligou, obviamente que quando eu falei com ele, ele veio com aquele discurso que muitos de nós já conhecemos e aqui entra uma série de fatores importantes para nós:
1) Cuidado ao ir visita-los, não leve informações aqui de fora para eles. Minha nora falou que bebê sentiu falta dele e isso foi a gota d'água para ele sair. Busque grupo de ajuda para aprender como lidar nas visitas.
2) Não adianta nos desgastarmos. As pessoas só se recuperam quando elas querem, por isso precisamos cuidar de nós. 1º eu, 2º eu, 3º eu!!!!! sempre!
3) Pratique diariamente o desligamento emocional, por mais que seja difícil, ele é necessário para que possamos ter equilíbrio e controle de nossa vida
4)Aprendamos a cuidar da gente, a valorizar quem esta ao nosso lado
5) Seu adicto tem que saber que você não tolera droga, que ele não o engana. Recordo que quando falei com meu filho ele disse: "eu sei que tu não vai acreditar em mim" e começou a versão dele. Ouvi tudo e disse absolutamente o que eu pensava. Resultado, ele não me ligou nenhum dia mais. Me policiei muito para não ligar pra ele e fiz isso por uma semana daí ontem entrei em contato com ele, acreditei desacreditando no que ele falou e estou pagando pra ver o que será daqui em diante. Sigo trabalhando meu desligamento e recordando a cada dia que eu só posso mudar a mim mesmo e não a terceiros.

Este final de semana foi o 1º aninho da minha neta, era para meu filho estar aqui, mais ele fez a escolha dele, me doí obviamente mais não posso mudar isso, cabe a mim aceitar, entender e buscar cuidar de mim.

E o que fazer:: Vigilância, auto conhecimento, humildade pois precisamos pedir ajuda, aceitação e tudo isso conseguimos com o nosso querer mudar, com muito estudo, muito esforço e muito grupo de ajuda.

Acho que era isso meus amigos!
Espero ajudar um pouquinho, espero me ajudar com este post


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sou Um Codependente?




Estas questões foram extraídas do site www.codabrasil.org.br
São ótimas e servem para a nosa reflexão

Se respondermos positivamente a mais de 04 perguntas, podemos afirmar que somos codependentes

  • Você se sente responsável por outra pessoa? Pelos seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
  • Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
  • Você se flagra constantemente dizendo “sim” quando quer dizer “não”?
  • Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
  • Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
  • Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você se sente inadequado?
  • Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
  • Você sente vergonha da sua própria vida?
  • Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  • Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
  • Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
  • Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
  • O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que te impede de mudar?
  • Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
  • Você vive ajudando as pessoas a viver? Acredita que elas não sabem viver sem você?
  • Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
  • Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
  • Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
  • Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A recaída aconteceu e agora?



Ontem fiz post E a recaída chega devastando toda a família e refletindo sobre um comentário recebido eu vi que precisa de uma continuação.

A pergunta é? O que fazer?



Para os codependentes a reposta é:

Juntar os pedaços, refletir muito pois nós muitas vezes, achamos que não fizemos o suficiente, que não alertamos, que não vimos o que estava para acontecer. A grande questão é, como juntar os pedaços como refletir se nosso coração está doendo, se nossa maior vontade é ficar trancada no quarto sem falar com ninguém, como refletir se estamos com muita pena de nosso adicto e aí meus amigos, aqui entra a importância de estudarmos. Sim!! Estudarmos sobre dependência, codependência, recuperação, recaída, e este imenso mundo da drogadição. Além deste estudo, desta busca de conhecimento precisamos muito acreditar que é importantíssimo buscarmos grupos de ajuda, importantíssimo não nos acomodarmos porque acabou tratamento do nosso adicto( tratamento nunca acaba! O que termina é o período dele de internação, o tratamento é para  sempre) e nós familiares também, temos que nos tratar para sempre.

Alguns podem pensar: “Nossa Neusinha que exagero” E eu digo não é exagero não, porque na grande maioria das vezes não será na primeira, nem na segunda internação que nosso adicto vai se manter limpo. Não é exagero porque a nossa doença grita dentro de nós não só com o adicto que temos e sim com os demais membros da família, pois temos a necessidade de querer controlar a vida de todos e sempre achamos que sabemos o que cada um deve fazer. Não é exagero porque nossos adictos podem nos manipular e nem nos darmos conta.  Inclui nesta lista de manter o nosso tratamento a nossa espiritualidade é através dela que vamos nos fortalecer, sem um Poder Superior em nossas vidas fica muito difícil ter forças para prosseguir.

Quando buscamos a nossa espiritualidade, nos damos conta de que nada nesta vida é por acaso, que jamais um Poder Superior vai nos dar fardos mais pesados do que possamos carregar.

Então meus amigos, mesmo que seu familiar já esteja há anos limpo, siga o seu tratamento, siga buscando conhecimento, não se afaste da espiritualidade.

 

Mais não é só isso que envolve uma recaída! Temos que pensar como vamos agir com o adicto, que atitude vamos tomar! (estão vendo como é importante o item acima?)


É importante sabermos que algumas vezes ocorre um deslize e eles mesmo já se dão conta e buscam a ajuda (salas, conversam com seus familiares, com seus padrinhos). Também acontece deles ficarem muito tempo usando e acima de tudo não admitirem. Alguns somem, ficam dias fora de casa e voltam jurando que não vão fazer mais.

O importante de tudo é sabermos qual o procedimento vamos tomar e aí vai de cada um. Já ouvi declarações que as salas ajudaram, já ouvi que uma nova internação é importante para que seja feito um reforço como eles mesmo falam.

Não tem uma receita de bolo, por isso a necessidade de buscarmos sempre saber mais.

Eu, acreditava que somente uma nova internação era a opção. Hoje já vejo diferente, acredito muito nos grupos, nos psicólogos.

Mais a grande questão é: conhecer o nosso familiar, só assim conseguiremos agir de uma melhor forma (para o momento). Hoje eu vejo que não adianta a gente correr e correr se eles não querem (sei que alguns vão dizer que adicto não está em si, que não raciocina, por isso falo cada caso é um caso)

 

O que eu fiz nesta recaída do meu filho? Ele não mora comigo e nem na mesma cidade, portanto fica difícil agir. Eu sei de algumas manipulações dele, como falo, conhece ele pelas palavras, pelas frases que ele constrói (tudo isso graças a muito estudo, grupos de ajuda). Eu simplesmente deixei ele e a esposa decidirem. Percebi que ele já sabe que manipula e muito a esposa e a família dela então fica muito difícil tomar alguma atitude pois a exagerada sou eu. Meu filho acha (penso eu) que a saída é a internação, então lá foi ele para a CT novamente. Foi a melhor escolha? Não sei! Só o tempo dirá.

O que estou fazendo?  Juntando os pedaços e seguindo minha vida, vivendo um dia de cada vez pois não tem outra coisa a ser feita, confiar no Poder Superior e aguardar o andamento de tudo

Bom pessoal, espero ter ajudado um pouquinho.

Beijos coração!

 


 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

E a recaída chega devastando toda a família

Então a desconfiança se tornou realidade. Ontem tive a certeza da recaída do meu filho, confesso que por eu estar sempre buscando saber cada vez mais já andava com várias desconfianças.
Apesar de tudo que já sei ainda dói muito, muito mesmo, parece que perco o chão. Passa mil e um pensamentos na cabeça, a sensação de impotência é enorme, me sinto de mãos amarradas, ainda mais que estou longe e sem recursos financeiros. Mais coloco a cabeça no lugar e lembro de tudo que já aprendi, não depende de mim, ele precisa querer mudar e melhorar, não adianta dinheiro, boa vontade nossa em ajudar, o querer deles é fundamental.
Fico analisando essa sensação estranha que sinto é um mix de tristeza, vergonha , impotência  e um medo enorme da morte, do suicídio e não tem como não me perguntar até quando?Quando isso vai parar?



Analisando o dia de hoje (28/08/2017 e como me acordei e como estou neste momento 10h19min e a minha pequena trajetória) posso dizer que já melhorei um pouco, não sei qual melhor termo a ser usado: será que vamos acostumando? Será que vamos nos acomodando? Será que vamos aceitando. E aí chego a conclusão que é o conhecimento que busco tanto, os grupos, as histórias, as inúmeras literaturas que fazem com que apesar da dor eu siga em frente. Como diz a oração da serenidade “Concedei-me Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar” e é isso que estou buscando fazer. Estou buscando asserenar meus pensamentos, me focar nas minhas coisas. Obvio que meu pensamento vai e volta lá onde ele está para saber o que ele vai fazer da vida dele mais já mudei bastante. Acordei pensando na situação mais sem dor de cabeça, sem cansaço, sem aquela vontade que eu tinha de querer ficar em casa. Levantei, tomei meu banho, me arrumei e vim para o trabalho.

Eu só espero do fundo do meu coração que ele realmente tenha o seu despertar, que ele busque a verdadeira recuperação, pois não adianta se internar e não mudar após o  termino do tratamento, a recuperação é diária, um deslize e já abriu brechas para o uso novamente. Não falo isso por mim, pela irmã dele, pela sobrinha/afilhada dele, pela esposa e nem pelo filho dele, falo por ele mesmo, pois acima de qualquer pessoa ele precisa querer estar bem  para si mesmo.

O que eu quero com este post? Primeiramente me fortalecer porque dor dividida é amenizada e também lembrar para as pessoas que passam por momentos difíceis que não podemos desanimar, que não podemos desistir, que existe sim uma luz no fim do túnel e que é de suma importância cuidarmos de nós. Sei que nos anulamos para cuidar do nosso adicto mas não podemos  fazer isso. Se não pensarmos em nós, se não cuidarmos de nós não teremos condições de ajudar ninguém!

Hoje apesar de tudo, quero agradecer as pessoas que de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente fazem parte deste meu processo. Em especial a minha filha e neta, elas são tudo na minha vida, fazem um diferencial enorme. Agradecer aos amigos que tenho no facebook, aos grupos de whats, meus amigos não só virtuais que tanto nos ajudam! Obrigada! Sem vocês eu não conseguiria!


E assim é a nossa vida, ela precisa seguir não esqueçam disso! Acima de qualquer coisa, seja você familiar, adicto, amigo de usuário, busque ajuda, não conseguimos sozinhos!

Pensem nisso!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Álcool Outras Drogas e Suicídio


É amplamente comprovada a relação entre suicídios e drogas, especialmente o álcool. Segundo a OMS as políticas de controle do álcool são fracas e ainda são prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hábito causa na sociedade: acidente de carro, violência, doenças, abandono de crianças e ausência no trabalho. Estima-se que entre 15% e 25% dos suicídios no mundo estejam relacionados ao alcoolismo, doença que atinge aproximadamente 11,2% da população brasileira.

Por aqui, no Brasil, como se sabe, o combate ao alcoolismo ainda é frágil. É fácil flagrar a venda de bebidas para menores, motoristas alcoolizados e outras situações que indicam omissão grave de governos e da sociedade em relação a esse problema.
Alguns estudos dão conta de que 40% dos alcoolistas tentarão o suicídio pelo menos uma vez na vida. Quando a bebida aparece associada a algum transtorno de ordem mental, o risco de suicídio eleva-se exponencialmente. Mesmo aqueles que não são alcoolistas, ao ingerir uns tragos a mais, correm o risco de perder o controle e dar vazão a impulsos agressivos imprevisíveis.

Mas o universo das drogas é amplo e diversificado. Por drogas, entenda-se qualquer substância lícita ou ilícita natural ou sintética, que uma vez introduzida no organismo altere suas funções. A capilaridade das redes que traficam drogas proibidas por lei em diferentes extratos sociais (cocaína, maconha, crack, heroína, haxixe, anfetaminas, etc) e a facilidade com que se vendem nas farmácias brasileiras(talvez o país com maior número por metro quadrado no planeta) medicamentos para dormir, tranquilizantes, antidepressivos e outros psicotrópicos que produzem alterações de comportamento, humor e cognição, causando dependência química, configuram um quadro extremamente preocupante.
A chamada medicamentalização da dor alcança níveis epidêmicos, agravados pela cultura da automedicação, muito enraizada no Brasil. Busca-se a todo custo o entorpecimento dos sentidos par blindar a dor, a tristeza, a melancolia, o desânimo, a falta de sentido e a sensação de vazio. Almeja-se a solução mecânica, como se fôssemos robôs ou computadores prontos para uma reprogramação instantânea, bastando para isso eliminarmos o 'vírus" que nos atormenta a existência.

A realidade, entretanto, é bem outra. Sucessivas alterações de humor provocadas artificialmente vão minando o metabolismo, a autoestima, o discernimento e podem, eventualmente, encorajar o ato suicida.

Não se pode dizer que toda droga precipita o risco de suicídio. Mas é possível afirmar que, sob o efeito de drogas, nos tornamos mais vulneráveis a episódios de suicídio. É mais uma informação importante no debate sobre a flexibilização do uso de drogas que acontece em vários países do mundo, inclusive no Brasil.


Texto extraído do Livro Viver è A Melhor Opção de André Trigueiro - Ano Base para o percentual 2012
Busque ajuda!
Diga não as drogas lícitas e ilícitas

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Evento em Porto Alegre com Voluntário da APAEX

Uma excelente oportunidade para esclarecimentos e para que possamos sanar algumas dúvidas.
Este evento será realizado em uma casa espírita mais o mesmo não é um evento espírita.
Vale a pena a participação!