O Porque Deste Blog

Blog dedicado a todos que queiram saber mais sobre Dependência Química, suas causas e consequências.

Entender que o drogado não é um vagabundo, sem vergonha e sim um doente que precisa de ajuda de todos e que o familiar também adoece tanto ou mais que o dependente.

Espero que quem aqui passar leve consigo um a esperança de dias melhores e que possam compreender e buscar saber cada vez mais sobre esta doença.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sempre estamos aprendendo, inclusive com a dor!

olá pessoal!

Como eu relatei aqui em 28 de Agosto (clique aqui pra ler), meu filho teve a recaída, resolveu ir para a CT novamente.
Eu fiquei bem mal, muito braba com a situação pois tem um bebê envolvido. Fiquei tão mal que terminou sobrando pra minha filha, erradamente descontei tudo nela (mesmo eu sabendo bastante coisa). Para quem já me conhece sabe que eu leio muito, que estudo muito, que segundo as pessoas, sou bem assertiva nas minhas colocações para outros codependentes. mas mesmo assim, caiu feio, mesmo assim me deixei levar pela doença, me fiz de vitima, não quis aceitar a escolha dele. Graças ao grupo de ajuda pude colocar pra fora meus sentimentos e aos poucos fui voltando para o caminho certo.
Estou fazendo este post para falar da importância da nossa vigilância, importância de não só buscarmos saber e sim colocar em prática o que estamos aprendendo. Mostrar com este post a importância dos grupos de ajuda e acima de tudo falar que descontar em nossos familiares de anda vai adiantar, só vai piorar a situação.
Dentro deste processo de poucas semanas, percebi que ainda me culpo por ter abrigo mão da minha vida para ajudar meu adicto e quando nos culpados ficamos aprisionados na situação e aí não tem evolução, não tem crescimento.
Ainda estou avaliando minha postura e minhas atitudes, pois elas demonstram que ainda tenho muito que aprender e muito que mudar.
Ouvi de uma psicóloga certa vez que de tudo temos que tirar ensinamento e é verdade, esta recaída, esta dor me mostrou que preciso muito praticar o que eu sei, o que eu acredito, preciso muito trabalhar meu desligamento emocional (este tema falaremos mais adiante, num novo post, pois ele é bem complexo e muito importante)

Semana passada meu adicto abortou o tratamento, obviamente que ele não me ligou, obviamente que quando eu falei com ele, ele veio com aquele discurso que muitos de nós já conhecemos e aqui entra uma série de fatores importantes para nós:
1) Cuidado ao ir visita-los, não leve informações aqui de fora para eles. Minha nora falou que bebê sentiu falta dele e isso foi a gota d'água para ele sair. Busque grupo de ajuda para aprender como lidar nas visitas.
2) Não adianta nos desgastarmos. As pessoas só se recuperam quando elas querem, por isso precisamos cuidar de nós. 1º eu, 2º eu, 3º eu!!!!! sempre!
3) Pratique diariamente o desligamento emocional, por mais que seja difícil, ele é necessário para que possamos ter equilíbrio e controle de nossa vida
4)Aprendamos a cuidar da gente, a valorizar quem esta ao nosso lado
5) Seu adicto tem que saber que você não tolera droga, que ele não o engana. Recordo que quando falei com meu filho ele disse: "eu sei que tu não vai acreditar em mim" e começou a versão dele. Ouvi tudo e disse absolutamente o que eu pensava. Resultado, ele não me ligou nenhum dia mais. Me policiei muito para não ligar pra ele e fiz isso por uma semana daí ontem entrei em contato com ele, acreditei desacreditando no que ele falou e estou pagando pra ver o que será daqui em diante. Sigo trabalhando meu desligamento e recordando a cada dia que eu só posso mudar a mim mesmo e não a terceiros.

Este final de semana foi o 1º aninho da minha neta, era para meu filho estar aqui, mais ele fez a escolha dele, me doí obviamente mais não posso mudar isso, cabe a mim aceitar, entender e buscar cuidar de mim.

E o que fazer:: Vigilância, auto conhecimento, humildade pois precisamos pedir ajuda, aceitação e tudo isso conseguimos com o nosso querer mudar, com muito estudo, muito esforço e muito grupo de ajuda.

Acho que era isso meus amigos!
Espero ajudar um pouquinho, espero me ajudar com este post


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sou Um Codependente?




Estas questões foram extraídas do site www.codabrasil.org.br
São ótimas e servem para a nosa reflexão

Se respondermos positivamente a mais de 04 perguntas, podemos afirmar que somos codependentes

  • Você se sente responsável por outra pessoa? Pelos seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
  • Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
  • Você se flagra constantemente dizendo “sim” quando quer dizer “não”?
  • Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
  • Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
  • Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você se sente inadequado?
  • Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
  • Você sente vergonha da sua própria vida?
  • Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  • Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
  • Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
  • Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
  • O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que te impede de mudar?
  • Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
  • Você vive ajudando as pessoas a viver? Acredita que elas não sabem viver sem você?
  • Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
  • Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
  • Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
  • Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A recaída aconteceu e agora?



Ontem fiz post E a recaída chega devastando toda a família e refletindo sobre um comentário recebido eu vi que precisa de uma continuação.

A pergunta é? O que fazer?



Para os codependentes a reposta é:

Juntar os pedaços, refletir muito pois nós muitas vezes, achamos que não fizemos o suficiente, que não alertamos, que não vimos o que estava para acontecer. A grande questão é, como juntar os pedaços como refletir se nosso coração está doendo, se nossa maior vontade é ficar trancada no quarto sem falar com ninguém, como refletir se estamos com muita pena de nosso adicto e aí meus amigos, aqui entra a importância de estudarmos. Sim!! Estudarmos sobre dependência, codependência, recuperação, recaída, e este imenso mundo da drogadição. Além deste estudo, desta busca de conhecimento precisamos muito acreditar que é importantíssimo buscarmos grupos de ajuda, importantíssimo não nos acomodarmos porque acabou tratamento do nosso adicto( tratamento nunca acaba! O que termina é o período dele de internação, o tratamento é para  sempre) e nós familiares também, temos que nos tratar para sempre.

Alguns podem pensar: “Nossa Neusinha que exagero” E eu digo não é exagero não, porque na grande maioria das vezes não será na primeira, nem na segunda internação que nosso adicto vai se manter limpo. Não é exagero porque a nossa doença grita dentro de nós não só com o adicto que temos e sim com os demais membros da família, pois temos a necessidade de querer controlar a vida de todos e sempre achamos que sabemos o que cada um deve fazer. Não é exagero porque nossos adictos podem nos manipular e nem nos darmos conta.  Inclui nesta lista de manter o nosso tratamento a nossa espiritualidade é através dela que vamos nos fortalecer, sem um Poder Superior em nossas vidas fica muito difícil ter forças para prosseguir.

Quando buscamos a nossa espiritualidade, nos damos conta de que nada nesta vida é por acaso, que jamais um Poder Superior vai nos dar fardos mais pesados do que possamos carregar.

Então meus amigos, mesmo que seu familiar já esteja há anos limpo, siga o seu tratamento, siga buscando conhecimento, não se afaste da espiritualidade.

 

Mais não é só isso que envolve uma recaída! Temos que pensar como vamos agir com o adicto, que atitude vamos tomar! (estão vendo como é importante o item acima?)


É importante sabermos que algumas vezes ocorre um deslize e eles mesmo já se dão conta e buscam a ajuda (salas, conversam com seus familiares, com seus padrinhos). Também acontece deles ficarem muito tempo usando e acima de tudo não admitirem. Alguns somem, ficam dias fora de casa e voltam jurando que não vão fazer mais.

O importante de tudo é sabermos qual o procedimento vamos tomar e aí vai de cada um. Já ouvi declarações que as salas ajudaram, já ouvi que uma nova internação é importante para que seja feito um reforço como eles mesmo falam.

Não tem uma receita de bolo, por isso a necessidade de buscarmos sempre saber mais.

Eu, acreditava que somente uma nova internação era a opção. Hoje já vejo diferente, acredito muito nos grupos, nos psicólogos.

Mais a grande questão é: conhecer o nosso familiar, só assim conseguiremos agir de uma melhor forma (para o momento). Hoje eu vejo que não adianta a gente correr e correr se eles não querem (sei que alguns vão dizer que adicto não está em si, que não raciocina, por isso falo cada caso é um caso)

 

O que eu fiz nesta recaída do meu filho? Ele não mora comigo e nem na mesma cidade, portanto fica difícil agir. Eu sei de algumas manipulações dele, como falo, conhece ele pelas palavras, pelas frases que ele constrói (tudo isso graças a muito estudo, grupos de ajuda). Eu simplesmente deixei ele e a esposa decidirem. Percebi que ele já sabe que manipula e muito a esposa e a família dela então fica muito difícil tomar alguma atitude pois a exagerada sou eu. Meu filho acha (penso eu) que a saída é a internação, então lá foi ele para a CT novamente. Foi a melhor escolha? Não sei! Só o tempo dirá.

O que estou fazendo?  Juntando os pedaços e seguindo minha vida, vivendo um dia de cada vez pois não tem outra coisa a ser feita, confiar no Poder Superior e aguardar o andamento de tudo

Bom pessoal, espero ter ajudado um pouquinho.

Beijos coração!

 


 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

E a recaída chega devastando toda a família

Então a desconfiança se tornou realidade. Ontem tive a certeza da recaída do meu filho, confesso que por eu estar sempre buscando saber cada vez mais já andava com várias desconfianças.
Apesar de tudo que já sei ainda dói muito, muito mesmo, parece que perco o chão. Passa mil e um pensamentos na cabeça, a sensação de impotência é enorme, me sinto de mãos amarradas, ainda mais que estou longe e sem recursos financeiros. Mais coloco a cabeça no lugar e lembro de tudo que já aprendi, não depende de mim, ele precisa querer mudar e melhorar, não adianta dinheiro, boa vontade nossa em ajudar, o querer deles é fundamental.
Fico analisando essa sensação estranha que sinto é um mix de tristeza, vergonha , impotência  e um medo enorme da morte, do suicídio e não tem como não me perguntar até quando?Quando isso vai parar?



Analisando o dia de hoje (28/08/2017 e como me acordei e como estou neste momento 10h19min e a minha pequena trajetória) posso dizer que já melhorei um pouco, não sei qual melhor termo a ser usado: será que vamos acostumando? Será que vamos nos acomodando? Será que vamos aceitando. E aí chego a conclusão que é o conhecimento que busco tanto, os grupos, as histórias, as inúmeras literaturas que fazem com que apesar da dor eu siga em frente. Como diz a oração da serenidade “Concedei-me Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar” e é isso que estou buscando fazer. Estou buscando asserenar meus pensamentos, me focar nas minhas coisas. Obvio que meu pensamento vai e volta lá onde ele está para saber o que ele vai fazer da vida dele mais já mudei bastante. Acordei pensando na situação mais sem dor de cabeça, sem cansaço, sem aquela vontade que eu tinha de querer ficar em casa. Levantei, tomei meu banho, me arrumei e vim para o trabalho.

Eu só espero do fundo do meu coração que ele realmente tenha o seu despertar, que ele busque a verdadeira recuperação, pois não adianta se internar e não mudar após o  termino do tratamento, a recuperação é diária, um deslize e já abriu brechas para o uso novamente. Não falo isso por mim, pela irmã dele, pela sobrinha/afilhada dele, pela esposa e nem pelo filho dele, falo por ele mesmo, pois acima de qualquer pessoa ele precisa querer estar bem  para si mesmo.

O que eu quero com este post? Primeiramente me fortalecer porque dor dividida é amenizada e também lembrar para as pessoas que passam por momentos difíceis que não podemos desanimar, que não podemos desistir, que existe sim uma luz no fim do túnel e que é de suma importância cuidarmos de nós. Sei que nos anulamos para cuidar do nosso adicto mas não podemos  fazer isso. Se não pensarmos em nós, se não cuidarmos de nós não teremos condições de ajudar ninguém!

Hoje apesar de tudo, quero agradecer as pessoas que de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente fazem parte deste meu processo. Em especial a minha filha e neta, elas são tudo na minha vida, fazem um diferencial enorme. Agradecer aos amigos que tenho no facebook, aos grupos de whats, meus amigos não só virtuais que tanto nos ajudam! Obrigada! Sem vocês eu não conseguiria!


E assim é a nossa vida, ela precisa seguir não esqueçam disso! Acima de qualquer coisa, seja você familiar, adicto, amigo de usuário, busque ajuda, não conseguimos sozinhos!

Pensem nisso!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Álcool Outras Drogas e Suicídio


É amplamente comprovada a relação entre suicídios e drogas, especialmente o álcool. Segundo a OMS as políticas de controle do álcool são fracas e ainda são prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hábito causa na sociedade: acidente de carro, violência, doenças, abandono de crianças e ausência no trabalho. Estima-se que entre 15% e 25% dos suicídios no mundo estejam relacionados ao alcoolismo, doença que atinge aproximadamente 11,2% da população brasileira.

Por aqui, no Brasil, como se sabe, o combate ao alcoolismo ainda é frágil. É fácil flagrar a venda de bebidas para menores, motoristas alcoolizados e outras situações que indicam omissão grave de governos e da sociedade em relação a esse problema.
Alguns estudos dão conta de que 40% dos alcoolistas tentarão o suicídio pelo menos uma vez na vida. Quando a bebida aparece associada a algum transtorno de ordem mental, o risco de suicídio eleva-se exponencialmente. Mesmo aqueles que não são alcoolistas, ao ingerir uns tragos a mais, correm o risco de perder o controle e dar vazão a impulsos agressivos imprevisíveis.

Mas o universo das drogas é amplo e diversificado. Por drogas, entenda-se qualquer substância lícita ou ilícita natural ou sintética, que uma vez introduzida no organismo altere suas funções. A capilaridade das redes que traficam drogas proibidas por lei em diferentes extratos sociais (cocaína, maconha, crack, heroína, haxixe, anfetaminas, etc) e a facilidade com que se vendem nas farmácias brasileiras(talvez o país com maior número por metro quadrado no planeta) medicamentos para dormir, tranquilizantes, antidepressivos e outros psicotrópicos que produzem alterações de comportamento, humor e cognição, causando dependência química, configuram um quadro extremamente preocupante.
A chamada medicamentalização da dor alcança níveis epidêmicos, agravados pela cultura da automedicação, muito enraizada no Brasil. Busca-se a todo custo o entorpecimento dos sentidos par blindar a dor, a tristeza, a melancolia, o desânimo, a falta de sentido e a sensação de vazio. Almeja-se a solução mecânica, como se fôssemos robôs ou computadores prontos para uma reprogramação instantânea, bastando para isso eliminarmos o 'vírus" que nos atormenta a existência.

A realidade, entretanto, é bem outra. Sucessivas alterações de humor provocadas artificialmente vão minando o metabolismo, a autoestima, o discernimento e podem, eventualmente, encorajar o ato suicida.

Não se pode dizer que toda droga precipita o risco de suicídio. Mas é possível afirmar que, sob o efeito de drogas, nos tornamos mais vulneráveis a episódios de suicídio. É mais uma informação importante no debate sobre a flexibilização do uso de drogas que acontece em vários países do mundo, inclusive no Brasil.


Texto extraído do Livro Viver è A Melhor Opção de André Trigueiro - Ano Base para o percentual 2012
Busque ajuda!
Diga não as drogas lícitas e ilícitas

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Evento em Porto Alegre com Voluntário da APAEX

Uma excelente oportunidade para esclarecimentos e para que possamos sanar algumas dúvidas.
Este evento será realizado em uma casa espírita mais o mesmo não é um evento espírita.
Vale a pena a participação!


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Últimas Notícias



Oie genteeeee!!!

Sei que ando sumida (muitoooo sumida), as vezes quero vir aqui escrever, contas as notícias mais aí passa o tempo, faço outra coisa e quando vejo já é outro dia e outro dia.
As coisas por aqui estão caminhando, eu cada dia mais dedicada a causa espírita, minha religião me fortalece muito e hoje como não tenho mais filhos pequenos posso me dedicar quase que diariamente a causa, posso por exemplo chegar apos as 21:30 em casa sem me preocupar que preciso fazer comida.Posso agendar compromissos todos os dias após as 18 e também nos finais de semana e é isso que estou fazendo.
Quando fui estudando cada vez mais a Doutrina Espírita sempre fui pensando que queria me dedicar muito e levar a mensagem para outras pessoas, já fazia isso antes mais hoje percebo que faço bem mais. O bom de tudo isso é que a cada dia vou buscando cada vez mais me tornar uma pessoa melhor.
Com minha filha e minha neta, tudo indo bem também. Minha filha se tornou um mulherão e tanto e percebo que valeu muito a pena ser a mãe chato que fui e sou até hoje.
Com meu filho as coisas vão bem também, posso dizer que tivemos um grande avanço. Ele agora é pai e acho eu que está limpo. Teve uma crise bem feia com a esposa quando o bebê nasceu, veio aqui pra minha casa, conversou muito comigo sobre a vida dele, as escolhas dele e futuro NUNCA tivemos uma aproximação tão grande e forte assim. Ao mesmo tempo que fiquei feliz fiquei preocupada em não deixar a codependência falar mais alto e dizer pra ele o que tinha que fazer e que caminho devia seguir. Deixei ele agir, ele decidir mais estava ali pertinho, juntinho dele para que ele falasse tudo que quisesse.
Ele me contou até o tempo que já estava limpo, pra mim esta atitude foi uma grande surpresa pois ele jamais falou disso comigo. Eu não posso dizer se ele está limpo ou não, não posso dizer se ele foi sincero ou não. O que sei que quando ele mostrou que queria ajuda eu estava ali pronta pra ajudar.
Neste período que tivemos muito contato por diversas vezes falei que ele tinha que buscar as ferramentas da recuperação que não adianta só não usar mais ele não buscou. Eu, sinceramente não acredito que uma pessoa sozinha consiga a sua recuperação, também penso que se ele pensa dessa forma não vai parar de usar. Leio muito, converso com muita gente e não conheci ainda uma pessoa que se recuperou sozinha.
E o que fazer então? Seguir a minha vida e sempre que conversamos lembra-lo das ferramenta. Sigo me fortalecendo, graças a Deus acho que estou aprendendo o caminho, a duras penas como diz o ditado, mais aprendendo. Ainda tenho medo dele se" atirar" nas drogas como vejo muitos casos, mais o medo e a insegura não podem me dominar. Cada minuto é um minuto, cada dia é um dia e eu não posso sofrer por antecedência, por uma coisa que não sei se vai ou não acontecer.

Hoje, acabei de ler um livro ótimo Drogas o Árduo Caminho das Drogas de Dárlea Zacharias, ela relata eu seu livro que é possível dar o volta por cima e ficar longe das drogas. Super indico! Uma pessoa que foi desenganada por todos está ai linda e loira mostrando pra todos que mudar é possível, mostrando pra todos que é possível dar a volta por cima e ter uma vida digna e feliz!Leiam amigos vale a pena. Familiares não deixem de ler é ótimo para que possamos ver o lado do dependente quimico
Encerro este post com um trecho do livro que achei super bacana e importante para todas as pessoas
"Hoje é o dia certo para mudar.Agora...Já! Nesta vida somos apenas aprendizes. Passageiro rumo a um lindo raio de luz que nos conduzirá à construção de uma vida plena e harmoniosa. Sei que posso ganhar o mundo apenas com um singelo sorriso. Um bom dia...Uma boa noite...Um muito obrigada. Não me custa nada...!"


terça-feira, 11 de julho de 2017

Quem fuma maconha pode sofrer de 12 a 24 horas os sintomas da intoxicação

Li esta matéria no blog Pela Vida Contra as Drogas e serve de alerta para todos nós
Sinais de intoxicação da maconha podem se prolongar de 12 a 24 horas, conclui o estudo “Abuso e dependência da maconha”, assinado por 16 especialistas:
“Alguns pacientes podem exibir os sintomas e sinais de intoxicação por até 12 a 24h, devido à liberação lenta dos canabinóides(uma das 400 substâncias da maconha) a partir do tecido adiposo. Os canabinóides acumulam-se principalmente nos órgãos onde os níveis de gordura são mais elevados (cérebro, testículos e tecido adiposo).”
No estudo, 16 especialistas – entre eles os psiquiatras Ronaldo LaranjeiraMarcelo Ribeiro e Claudio Jerônimo da Silva- alertam:
"O Consumo de maconha pode desencadear quadros temporários de natureza ansiosa, tais como reações de pânico, ou sintomas de natureza psicótica. A maconha é capaz de piorar quadros de esquizofrenia,além de constituir um importante fator desencadeador da doença em indivíduos predispostos.”

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Entenda o Projeto Mães da Luz

Amigos, entendam este projeto e divulguem em suas redes socias, enviem por email para seus conhecidos
É um belo projeto que precisa ser muito divulgado pois milhares de pessoas precisam de ajuda!
Acolhendo, informando e orientando mães e familiares.
Conscientizando sobre a dependência de alcool e outras drogas.

 MÃES DA LUZ
Acolhendo, informando, orientando mães e familiares.
Conscientizando sobre a dependência do álcool e outras drogas

O Projeto Mães da Luz, tem por objetivo:
Acolher: Equipe multiprofissional, preparada para acolher as famílias com dignidade, e com experiências vivenciais.
Informar: Levar informações sobre o abuso e as complicações ocasionadas pela dependência química.
Orientar: Após acolhimento e informações recebidas sobre dependência e co-dependência, orientar as famílias na busca por tratamento e melhor qualidade de vida!
Localizar: Ajudar as famílias na localização do familiar envolvido e desaparecido, devido ao envolvimento e abuso de álcool e outras drogas, facilitando através de fotos, características e informações pessoais.
Endereço: Rua Libero Badaró,119 - Terreo - Tel.: 11.3113.9032

Ex-traficante fala sobre consumo e venda de drogas na Cracolândia

Pessoal, achei esta reportagem bem interessante
E mostra que é possível mudar!

Vi umas 80 pessoas morrerem ali"

De vendedor a consumidor de crack, homem avisa: "Não tenho orgulho. Isso acabou comigo"

A reportagem do R7 entrevistou, com exclusividade, um ex-traficante e usuário da região da Cracolândia. O homem de 35 anos, que, por segurança, não será identificado, conta como começou sua trajetória no crime, fala sobre o primeiro trago no crack e explica como o tráfico funciona na região da Luz. Conta ainda sobre as execuções dentro do “fluxo”, policiais corruptos, fontes de abastecimento de pedras.
Vindo do interior de São Paulo, ele conta que chegou à capital há pouco mais de 10 anos com o objetivo de se estabelecer no tráfico de drogas. Ganhou a confiança do PCC (Primeiro Comando da Capital), a quem se refere sempre como "os irmão", e revela que mesmo usando crack mantinha o “emprego”. Ele conta ainda que praticava furtos e até contratou “funcionários” para ampliar os negócios. Segundo ele, sua freguesia incluía até pessoas famosas.
Longe das drogas há pouco mais de quatro meses, o homem tem uma luta diária de se manter distante do consumo e do crime. Para isso ele segue um mantra do que não deve mais fazer. “Voltar para Cracolândia e usar droga de novo.”
Leia o depoimento:
"A chegada ao fluxo
Eu resolvi tentar fazer minha vida aqui em São Paulo. Quando eu cheguei à Cracolândia era na rua do Triunfo com a rua dos Gusmões. Comecei a ficar, pegar amizade com um aqui outro ali. Como eu não tinha onde ficar acabei morando dentro do fluxo.
Eu tive oportunidade com o pessoal que vendia com os ‘irmão’, até com os próprios usuários. O pessoal via que eu era um cara de boa, não pisava na bola, era um cara correria, não tinha medo, debatia com a polícia. Montei minha barraca, tive contato com pessoas fortes e me deram o primeiro pacote pra vender. Graças a Deus eu nunca dei milho com eles. Eu sempre fui um cara honesto com os ‘irmão’.
A negociação
Eles me davam 100 pedras, 40 eram minhas. Eu tinha que dar 600 reais pelo pacote. A pedra naquela época era do tamanho da metade de um dedo, era a Hulk ainda. Aquele crack verde que você dá um trago e fica fora de si.
Eu fazia meus 400 reais com a minha parte, comprava 300 de drogas e colocava um moleque pra trabalhar pra mim. Eu já comecei a fazer minha história. Conversei com os ‘irmão’ e foi tudo normal.
Ampliando os negócios
Eu vendi pedra até pra famoso. Tinha um que vinha aí, dava o trago dentro da Captiva e jogava tudo fora, o cachimbo, bic. Eu acabei formando uma freguesia.
Quando mudou de endereço [foi para a região da alameda Dino Bueno com a Rua Helvétia] eu já tinha mais envolvimento. Eu era mais respeitado, fiz a segurança dos caras nas barracas.
Andava armado.
Eu olhava as barracas pros ‘noias’ [usuários] não mexer. Ficava de olheiro também. ‘Ó a loira’, ‘eles vão invadir’ aí eu dava um salve antes pros caras já se prepararem ou vazarem. Eram aquelas barracas de lona preta.
Mortes na Cracolândia
Vi também muita gente morrer. Na época do buraco, onde hoje é a tenda, [cortiços com entrada na alameda Dino Bueno e na rua Helvétia derrubados para a construção do programa ‘De braços abertos’, da gestão Haddad] eu vi umas 80 pessoas morrerem ali. Era ali mesmo que eles matavam. Você fumava crack ali e sentia o cheiro de pele queimando vindo lá do fundo. Quando não era isso jogavam entulho em cima, o entulho abafa o cheiro.
Pontos de abastecimento
Eu fazia a escolta de uma menina até a favela do Moinho. Eu ia de bicicleta atrás dela até lá e voltava. Eu buscava ali. Mas lá não é o maior fornecedor, o crack vem da zona leste, zona sul, zona oeste, são vários lugares. Tem vários jeitos de chegar.
Presença policial e corrupção
Se eu fosse abordado falava que não sabia de nada, que o barato era meu e já era. Eu sabia quem era, mas falava pra polícia que não sabia de nada.
A Cracolândia tem polícia envolvida com traficante. Uma vez a polícia me parou com R$ 2.000 no bolso. Eles falaram. ‘Vou levar os R$ 2.000 e você vai embora’. Eu tava com mais R$ 3.000 no bolso, mas eles não viram. Pegaram o dinheiro rápido e me mandaram embora.
O primeiro táxi que eu vi eu peguei, já desci no fluxo e liguei os ‘irmão’. Eles já ficaram na contenção, se acontecesse alguma coisa iam sapecar na bala.
Eles sabem quem vende e quem é usuário, eles sabem tudo. Não pegam, porque querem ganhar dinheiro ou querem pegar os grandes.
Outros delitos
Eu entrava na base da sacola preta na feira do Brás, na feira da madrugada. Entrava na loja com uma nota fiscal falsa, subia a escada rolante, eu e uma mina bem arrumada, ela tirava da prateleira, colocava no chão e eu já colocava na sacola e descia.
Fazia o dia inteiro, R$ 1.500, R$ 2.000 por dia.  Mais o esquema do fluxo. Eu vivia bem, ficava no hotel às vezes. Quando eu estourava mesmo ficava 15, 20 dias com hotel, mas já pago.
Eu chegava nos “irmão”, levava a mercadoria que eu fazia na loja e negociava uma parte em droga e outra em dinheiro.
De traficante a usuário
Eu não era muito de fumar no começo, eu me vestia bem, comprava minhas roupas.
Mesmo usando eu trabalhava vendendo, mas em 2008 eu comecei a fumar. Acabou com a minha vida, perdi as pessoas que eu mais gostava, fiquei com vergonha de voltar pra minha casa.
Eu experimentei, foi o meu erro. Eu cheirava e não ficava louco daquele jeito, aí um dia fumei com uma menina num hotel. Eu nunca fui de ficar direto só ali, fazia meu 'corre', ia roubar. Roubava loja, andava bem vestido.
O que é a Cracolândia
A Cracolândia nunca vai acabar, tem muito usuário. Se fosse pra acabar já tinha acabado faz tempo.
Os 'nóias' são envolvidos com os ‘irmão’. A droga fala mais alto. Os caras moram ali, vendem, você acha que o usuário não vai defender? Ninguém gosta de polícia.
Eu aprendi muita coisa na Cracolândia, muita coisa. Muita coisa boa. O pessoal da Cracolândia não é ruim, vai ser ruim se você der mancada, mas se você vacilar você é cobrado em qualquer lugar.
Presença da imprensa
Se eu pegasse um jornalista e fosse só eu e ele, não faria nada. Agora se tivesse mais alguém comigo aí é foda. Ia ter que fazer alguma coisa senão iam pensar que eu tava passando por cima.  Eu mesmo não ia falar nada, mas cê tá ligado como que é.
Inclusive na praça Princesa Isabel pegaram um moleque que tava fazendo foto lá e deram um susto nele, sem piedade. Eles não gostam, tem muitos foragidos, muitos que estão pedidos.
Presente e futuro
Hoje, eu falando sobre isso, não tenho orgulho. Isso acabou comigo, acabou com minha saúde.
Por causa da droga eu perdi todos os meus amigos, os que eram sem vício perdi todos. Eles perdem a confiança, o usuário de crack precisa de tempo pra reconquistar a confiança das pessoas.
A droga não vai sair do meu sangue em poucos meses, ela vai ficar pra sempre, quem tem que ser controlado sou eu. Tenho que afastar três coisas da minha vida se eu quiser ficar bem: pessoas com quem eu convivia, lugares que eu ia e coisas que eu fazia. Eu tô conseguindo pouco a pouco, mas sei que não vai ser do dia pra noite.
Vontade de usar eu tenho, mas eu sei que se eu usar não vou conquistar o que eu perdi: o amor da minha família, amigos de verdade."